Homenagens, comemoração e nostalgia

Hoje Cazuza, um dos ícones eternos da música em nosso país, faria 50 anos e eu me sinto muito triste por não ter presenciado pessoalmente sua carreira. Quando Cazuza morreu, em 90, eu ainda era muito criança. Realmente uma pena, pois sei a revolução que Cazuza, assim como Renato Russo, Tom Jobim e tantos outros fizeram na música brasileira.

Às vezes penso que “minha geração” não teve grandes ídolos na música, não presenciou tantos shows históricos, apresentações que o mundo nunca esqueceu e tudo mais o que ouço de pessoas que nasceram há mais tempo que eu. Minha geração é preenchida por artistas comprados, comerciais, sedentos por fama e dinheiro, e não que trabalham pelo prazer que só a música pode proporcionar para quem a ouve. Lógico, há exceções, exceções muito boas. Mas, infelizmente, poucas.

Aliás, não é só na música que vejo esse desaparecimento da inovação, da qualidade, da incrível conquista de emocionar um público. Na televisão não há mais novidade. Os filmes são cópias das cópias das cópias de modelos de sucesso do passado. A comédia usa as mesmas risadas, os romances os mesmos padrões, o terror as mesmas cenas sórdidas de sangue espalhado por todos os cantos sem nenhum propósito maior.
thetwilightzone1.jpgConversando com o Jorge, da DOM, e Olga, diretora de redação da revista Viver Bem, fiquei sabendo de um programa que passava na televisão na década de 60 chamado Além da Imaginação (The Twilight Zone). Fiquei maravilhado pela narrativa que eles me fizeram sobre os episódios e a proposta do programa. Resolvi ir atrás e consegui um dvd da série. Simplesmente achei fantástico: o mundo de fantasia criado nos episódios e o ambiente de eterno suspense dão um banho em todas as produções de terror/suspense atuais. Histórias que não apenas dão “bons sustos” e sim nos fazem pensar profundamente sobre muitas coisas na vida. Um mergulho em ótimos roteiros.

Então volto à realidade: novelas com mesmas histórias há anos, filmes com o mesmo roteiro de sempre, músicas-chiclete que impregnam a mente durante o dia todo, os mesmos barracos nas revistas, as mesmas notícias nos jornais.

Queria eu ter vivido em uma época em que todos queriam revolucionar o mundo e, mesmo que fosse só nas telas, ou nos palcos, conseguiam realizar grandes revoluções.

Para matar um pouco a saudades do cantor, no próximo mês de maio será lançado um DVD que reúne material inédito de dois shows de Cazuza. O primeiro foi gravado em 1985, na Praia do Pepino, e o outro em 1989, para a Rede Globo. O DVD também traz um vídeo clipe em que Cazuza interpreta O mundo é um Moinho, de Cartola

They’re bringing sexy back
O tão esperado video clipe de Madonna finalmente hoje será divulgado. A música 4 minutes, que a diva canta com Justin Timberlake, já virou sucesso em todo o mundo e hoje, dia 4 do 4, às 4:44, o vídeo sdivulgado. Ontem haviam burlado a espera e liberado o vídeo. Eu assisti e valeu a pena a espera, pois o clipe é incrível!!!! Mas vejam rápido, porque ele está sendo tirado do ar até a divulgação oficial. Espero que todos consigam assisti-lo:

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A Despedida da Lov.e

Após 10 anos de existência, o clube Lov.e, que já foi um dos mais badalados da Vila Olímpia, em São Paulo, hoje à noite começa a sua despedida. O clube fez história na cena eletrônica nacional e recebeu ao longo dessa década diversos Top DJs em suas noites temáticas e de grande variedade musical.

Serão duas festas de encerramento: hoje à noite, os Djs Mau Mau, Magal, Pil Marques e Renato Lopes agitam a noite da Lov.e. Já na próxima sexta feira, dia 11, acontece a última abertura da casa, sendo dedicada ao drum’n’bass. Vai fazer falta à cidade, com certeza.

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Os favoritos

cauaeiran1.jpg

Pelo jeito a TV Globo gostou mesmo de abordar a homossexualidade em suas novelas, afinal os últimos personagens gays retratados na televisão, além de gerarem polêmica, caíram no gosto popular. Na próxima novela das 8, A favorita, que estréia, em junho, a homossexualidade também será abordada.

Mas, diferente do enredo das últimas novelas, na próxima trama, escrita pelo estreante em horário nobre João Emanuel Carneiro, a abordagem será diferente. O autor escalou Iran Malfitano para encarnar um gay enrustidos e recriminado, que continuam dentro do armário. Porém, ele acaba se apaixonando pelo personagem de Cauã Reymond, um mauricinho machista que se faz passar por gay, para sujar a reputação do ex-namorado de outra personagem.

Uns fingindo ser gay, outros fingindo ser hetero. Vai dar muito o que falar, com certeza.

2 Respostas to “Homenagens, comemoração e nostalgia”

  1. pedro paulo maia Says:

    alem da imaginaçao era legal, tentaram refazer ele mas foi um desastre, hoje as pessoas acham que terror e suspense eh ver gente ser torturada e mto sangue.
    eu adorei as novelas anteriores do joao emanuel, vamo ver se essa vai ser boa.

  2. Aiii, pense que essa matéria vai bombar no blog da Titia Paola… Nós do Socando o Baião by Paola Opala (paolaopala.blogspot.com) adoramos tanto a revista quanto o blog da DOM.
    Parabéns…

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