Menos sexo, menos cidade, mais amor

Esperei quatro anos para que eu pudesse me reencontrar com elas mais uma vez. Carrie, Miranda, Charlotte e Samantha foram minhas companheiras por muito tempo. Chorei com elas, ri com elas, torci por elas, me emocionei com elas, me revoltei com elas. Sexta-feira, enfim, pude mais uma vez estar ao lado das quatro, na estréia brasileira do filme Sex and the City. Hoje deixo toda e qualquer palavra de jornalista e escrevo como Paulinho, fã da série.

Entrei no cinema na última sessão do dia de estréia, às 00:20, com a ansiedade de quem reencontra velhas amigas. Quando a primeira música começou, cantada por Fergie, e a abertura do filme se fez semelhante à abertura da série na televisão, meu sorriso de satisfação era presente no rosto. A partir de então foram mais de 2 horas de diversas lágrimas no meu rosto, ataques de riso, momentos de nostalgia que lembraram diversos episódios da série e uma sensação quando os letreiros começaram a subir de que valeu a pena esperar por cada dia até o filme.

Destaques para a sessão de fotos luxuosa do casamento de Carrie, as aventuras no México e a atuação fofa de Jennifer Hudson como assistente de Carrie. O bom foi ver as rugas das atrizes, perceber que os anos realmente passaram e, assim como seus rostos, suas preocupações também se modificaram.

Voltei para a casa dirigindo por uma São Paulo vazia, por volta das 3 e meia da manhã. Pensei em cada momento do filme, da série, dos personagens. Entendi que a série não fazia sucesso apenas pelo glamour dos personagens, pelo luxo das roupas de marca, pelos cosmopolitans ou pelos questionamentos de Carrie. Sex and the City na realidade fala apenas de uma única coisa, o único objetivo da história que norteia os demais acontecimentos: a busca pelo amor.

Não é apenas o amor de Carrie por Mr. Big, que durante 6 temporadas da série teve suas idas e vindas para chegar a seu final feliz. Não, esse não é o principal amor. O mais completo e maravilhoso amor da história é o sentido entre as quatro personagens. É o incondicional amor da amizade, o amor que faz você atender seu amigo às 4 da manhã porque ele quer desabafar, o amor que faz você cuidar de seu amigo que bebeu uns drinks a mais na balada, o amor que nada supera, nada é mais forte, nada vem primeiro.

As roupas de luxo, os bares da moda, as histórias de romantismo, os restaurantes finos…todos um dia irão acabar. Mas enquanto existe esse amor, a vida de qualquer um esta completa.

Como fã, é ruim ler que veículos importantes ao redor do mundo detonaram o filme. Mas quer saber: para mim não importa. Pois, clichês ou não, as lições que levei daquele cinema, saindo com os olhos vermelhos de chorar, pensando nos meus amores, ahh isso crítica alguma saberia descrever.

Eu digo: não se baseiem por críticas. Assistam primeiro ao filme. Não irão se arrepender.

4 Respostas to “Menos sexo, menos cidade, mais amor”

  1. Filipe Freitas Says:

    incrível, eu senti a MESMA coisa, sempre. Sex and the City foi o “manual da minha vida” por anos, e as 4 se tornaram como minhas amigas íntimas! É incrivel como elas tem o poder de fazer as pessoas se indentificarem com as personagens, não é?

    Quando o filme começou, eu nem piscava. Quando aquela introdução/remember terminou e Carrie apareceu na tela, meu sorriso foi nas orelhas! E tenho certeza de que vc pegou várias “homenagens” bem sutis a certos episódios da série, que apenas os fãs de verdade pegaram. (como o vestido da abertura da série, ou o “pézinho” levantado na hora do beijo no casamento)

    Não conseguia conter minha animação quando as vi novamente sentadas na lanchonete conversando sobre suas relações, ou quando vi a filhinha linda da Charlotte, já crescida!

    Já fui no cinema assisti-lo a segunda vez, e assim que o dvd for lançado, vou comprar, assim como comprei todas as temporadas da série. =]

    Se quiser bater-papo com um fã inveterado da série, e-mail-me! ;] nova.schin@hotmail.com

  2. Olha SATC pode ser considerados por muitos a série mais fútil de todas pelas roupas, marcas, sexo e etc, mas para mim sex é uma grande lição de vida bem melhor do que qualquer livro de auto-ajuda já lançado e um tapa na cara de qualquer pessoa que não acredita em amizade. Sex and The City é a maior prova da amizade que existe, principalmente em relação as mulheres que costumam declarar que não existem amizade sincera entre elas.

    Sou super fã viajei no sábado p outra cidade só p v a estréia q n rolou na minha cidade e curtir cada minuto do filme como se reencontrasse uns amigos que a séculos n tinha visto, mas q vc sabe q qdo for reencontrar a amizade continua a mesma diversão. Chorei, me arrepiei e sorrir e saí do cinema com uma sensação de êxtase inesquecível.

  3. finalmente!

    sim, eu realmente estava precisando achar mais opiniões assim.

    por mais bobo q pareça dizer isso, muito da minha compreensão de coisas e noções de relacionamentos foi influenciado por SATC, e o filme veio – maravilhosamente montado e editado e sonorizado e atuado – pra completar uma memória muito linda. assim q sair o dvd ele vai pra minha prateleira completar a sequência dos box das temporadas…

    thks de verdade!

  4. gostaria de partincipar deste encontro de amizade…

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