11 de Agosto

Nos países do hemisfério norte, principalmente, o Dia dos Namorados é no dia de São Valentim (daí Valentine’s Day).

São Valentim

No Império Romano, o imperador Caldeus II proibiu os casamentos para formar um exército. Mas o bispo Valentim continuou com as celebrações de matrimônios em segredo. O império acabou descobrindo a contravenção bispal e prendeu Valentim, condenando-o à morte. A filha do carcereiro se chamava Assíria e, acreditando piamente no amor, pediu ao pai para visitá-lo. Os dois se apaixonaram e diz-se que Assíria, até então cega, recuperou a visão. Pelo milagre, Valentim foi canonizado, mas, como todo bom mártir, foi decapitado em um 14 de fevereiro, transformado em seu dia. Nessa data, pela história de Valentim e Assíria, é comemorado o Dia dos Namorados.

No Brasil, o dia é 12 de junho, hoje, por causa da véspera do Dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro. Mas não há história nenhuma de martírio, morte, amor e redenção. Não. Para reproduzir o efeito do dia de São Valentim em outros países, a data aqui foi idealizada pelo comércio. E só. Uma pena que a associação do dia com a história seja essa. Comércio.

Para mim, que não tenho religião, mas amo as coisas mais poéticas da vida, o melhor dia seria o 4 de outubro ou o 11 de agosto. Por um simples motivo: a primeira data é o dia de São Francisco de Assis e a segunda é o de Santa Clara. A poesia da história de Francisco e Clara é muito mais válida do que qualquer data comercial. Pela proximidade do 4 de outubro com o 12 de outubro, eu instituiria o 11 de agosto.

Francisco de Assis abrigou Clara de Assis em seu mosteiro. Ela foi seguidora de São Francisco e fundou a ordem das Clarissas. Mas o mais curioso é que ela devotou sua vida a São Francisco, grande amigo e mentor da santa e, diz-se, que os dois foram amantes. Mas não amantes no sentido físico, carnal. Amantes espirituais. Eram seus espíritos que comungavam, se entendiam numa esfera muito maior do que podemos supor em nossa vã existência.

São Francisco e Santa Clara admirando o menino Jesus

Prefiro essa história à de um evento comercial. Mas como nada é perfeito: comemoremos, sempre, junto de quem amamos, seja seu pai, sua mãe, sua família, sua namorada, seu namorado, seu amigo, seu companheiro. Não importa o dia.

6 Respostas to “11 de Agosto”

  1. mandou muuuuito bem: concordo! Que tal o 11 de agosto, então, virar o dia dos namoradOs (sim, dos meninos que namoram)?

  2. Interessante o post!
    é atualmente qual data nao é movida pelo comércio?
    É impressionante como tudo muda com o tempo, e como as vezes demora pra mudar.
    Cresci vendo não só no dia dos namorados, mas em varias outras datas a chance de casais ficarem mais emocionados e com presentes ou declarações movidas pela data em si fazerem as pazes e esquecerem brigas ou discussões do dia-a-dia.
    Infelizmente hoje não estou vivendo nada disso entao acho muito válido comemorar todos os dias, e com todos mesmo!
    o comércio fique em segundo plano, embora sempre é bom trocar presentes!
    abraços

  3. pedro paulo maia Says:

    dia do q?
    pula essa parte pq tah dificil.

  4. André Luiz Says:

    🙂 historias verdeiras ou não, com o sem crença tendo emoção tudo é válido sempre. Lido post lindas figuras… Acabei de comemorar essa data ¨O dia dos namorados¨ assisti um filme que até no nome me emociona “Um Beijo Roubado”, assim começou minha história de amor com um beijo roubado, uma historia de quase 4 anos, vários problemas mas muita emoção mas sempre é bom ter uma data para celebrar, domingo esta ai…

    Let´s love, celebrate and be happy (LYVM)

  5. Filipe Freitas Says:

    O comércio idealiza qualquer data possível, mas acho que cada individuo tem o poder de se deixar afetar ou não!
    Curtir o dia com a pessoa amada e fazer um agrado de coração (não exatamente um agrado consumista, mas qualquer agrado) é mto gostoso.

    Só não pode é transformar o dia em uma obrigação de comprar presente para o outro, mesmo que não seja sincero. Aí perde mesmo todo e qualquer significado poético.

  6. Me desculpem, mas vários sites e blogs estão com o nome do imperador que proibiu os casamentos como Caldeus II, e me parece que na verdade o nome do “majestade freio de mão puxado” era Claudius II – Marco Aurélio Valério Cláudio ou Marcus Aurelius Claudius em latin, tendo nascido por volta de 214 DC. Esse sim era contemporâneo de São Valentin!
    Para maiores informações pesquisar tags: São Valentin e Claudius II.

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