Celebridades Sociedade Anônima

Mais uma da série “idéias da hora do almoço”.

Vira-e-mexe, o povo da DOM sai para almoçar todo mundo junto: Augusto, Taís, Valmir, Zé, Fernanda, Paulinho, eu… O tema de hoje foi CELEBRIDADES. Tudo porque o VJ esteve em um evento no final de semana onde havia algumas delas. Algumas eram do segundo time. Outras, do terceiro, do quarto, do quinto…

Surgiram questões engraçadas, como “o que é ser celebridade?” ou “o que de célebre fizeram para ser celebridades?”. A descrição de como tudo gira em torno de um flash para uma revista de “celebridades”, com as pessoas congelando em poses pretensamente naturais, ou da batalha para aparecer o mais possível e ter seu nome incluído em uma linha perdida dentro de um texto importante sobre o final de semana foram algumas das questões colocadas.

Me pego pensando: do que vivem essas pessoas? Será que, ao contrário do pensamento infantil de que brinquedos ganham vida quando não estamos olhando, as “celebridades”, quando não há flashes ou platéia, perdem vida, ficam imóveis jogadas num canto à espera de um sopro de fama e atenção?

Esse esforço para aparecer, ver seu nome aqui ou acolá, é um fenômeno que deveria ser estudado pela antropologia. Quem realmente tem algo a dizer, ou faz coisas que realmente fazem a diferença, mesmo que isso não as torne “célebres”, acabam ganhando de bandeja aquilo que essas figurinhas tanto perseguem: destaque. Pode não fazer tanto barulho quanto o espocar dos flashes, mas que cria uma trilha bem mais consistente, ah, isso cria.

Afinal, o mundo não vai acabar se as melancias, samambaias, siameses, bombados desaparecerem. Eles já desaparecem, e outros surgem no seu lugar. O que ninguém contou para eles é que a celebridade é muito passageira. Olha o passarinho! Voou…

4 Respostas to “Celebridades Sociedade Anônima”

  1. pedro paulo maia Says:

    tbm nao sei da onde saem as ”celebridades”, acho que as pessoas gostam de acompanhar a vida alheia e por isso correm tanto atras desse tipo de pessoa.

  2. Sr. Jorge Tarquini, convide-me para um almoço com vocês, para que deixemos de comentar sobre futilidades, com todo o respeito. Eu seria capaz de fazer uma relação de lixos que saem neste site e na revista Dom, embora apareçam, não poucas vezes, coisas muito interessantes, em ambos. Esta equipe aí citada é muito talentosa, mas fala muita “abobrinha” também, com todo respeito, mais uma vez. Sr. Jorge Tarquini, falemos de Filosofia, falemos de filmes de temática universal, falemos de História geral, falemos do Brasil, falemos das artes, falemos de livros, falemos de tipos de gays a que a revista Dom nunca se refere (gays como eu que vivem encravados em cidades pequenas, mas que não têm alma pequena ), falemos da baixa auto-estima que, lamentavelmente, destrói muitos gays, falemos dos grandes homens, falemos das grandes mulheres, falemos de flores, de cores e de amores… O outono se foi e nada foi falado sobre ele. Há época do ano mais bela e agradável que o outono?

  3. Boa! Mais uma para lista “abobrinha”… Infelizmente é isso ai…
    Isso que vende revista muita, mais muita abobrinha.

    Tem gente que compra né

  4. 15 minutos de fama para os que nao têm vida e precisam da dos outros!

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