Circuito Madonna @ London

madonna

Por Tino Monetti

No início de outubro, a convite do Visit Britain, viajei para Londres para escrever uma matéria sobre turismo na cidade, focada, claro, nos estabelecimentos e nas áreas gays da capital britânica. A reportagem, publicada na DOM #9 (a que traz o belo Alvaro Jacomossi na capa), foi realizada com sucesso e, durante sua criação, acabou gerando um desdobramento surpreendente para mim e para a revista.

Como sabíamos que neste mês de dezembro Madonna, nossa querida rainha do pop, estaria aqui no Brasil, decidimos brincar e fazer um circuito da cantora em Londres, cidade onde vive há anos com os filhos e o agora ex-marido Guy Ritchie. No caminho, eu e a colaboradora Maria Carol Sganzerla, uma grande amiga que me ajudou muito, visitamos a rua da diva, sua casa, sua academia privada, o centro de cabala, um mercadinho orgânico e uma série de outros locais frequentados por Madge.

Estar perto ao menos de uma parte da vida de um ícone como Madonna é, ao mesmo tempo, frustrante e contagiante. Isso porque, como deveria ser, o mito é desmistificado e, por baixo de todos os figurinos, polêmicas, euros e personas, existe um ser humano normal, comum e banal como outro qualquer. Um ser humano que quer o melhor para seus filhos, que compra brócolis e granola, que gosta de luxo, mas também tem seus pés na realidade. Alguém de carne e osso – e muito talento, claro!

O resultado de toda esta saga pode ser encontrado com riqueza de detalhes na atual edição da DOM, que além de contar com Malvino Salvador e Os Homens do Ano DOM na capa, também traz uma série de matérias especiais pelo aniversário de um ano de nossa publicação.

Uma resposta to “Circuito Madonna @ London”

  1. A Dom de dezembro foi decepcionante, a despeito de a capa ser Malvino Salvador: houve grande redução do número de páginas (de 106 para 82), passou a apelar para ensaios sensuais, aumentando o número de páginas de homens seminus. Falta à edição uma grande reportagem e a entrevista com a lésbica ficou com um gosto de quero mais, pois podia ter aproveitado bem mais a entrevistada, mas como reduziram as páginas… Além disso, foram mantidas as duas páginas de horóscopo, tema que não acrescenta nada à nossa qualidade de vida ou ao nosso conhecimento. A seção sobre economia traz uma matéria muito boa, mas comete o absurdo de criar uma tabela, partindo do pressuposto de que os gays conseguem economizar, pelo menos, três mil reais por mês. Fala sério. Eu já desconfiava que eu não era o público alvo da revista, economicamente falando e, depois desta, tive mais certezas ainda. Ou seja, a revista caiu bastante de produção. Passar a comprá-la não será mais tão automático. Outrora, elogiei quando achei que devia elogiar, mas não dá para dar uma de cego. O que mais me entristeceu foi a redução do número de páginas. E o pior é achar que é possível que tenham sido os próprios gays que pediram para aumentar os ensaios sensuais, o que, em mim, causa profundo desgosto, pois demonstra o baixo nível dos homossexuais. Não sou melhor que ninguém, mas os gays são muito imaturos. Vivem gastando além da conta, idolatrando quem não merece ser idolatrado e não se preocupam em crescer como pessoas. A edição de dezembro me colocou no banco de reservas. Será que um dia voltarei ao time titular? Mas foi bom enquanto durou. Saúde e paz para todos, um feliz Natal e ótimo 2009. Fico por aqui na esperança de que um dia os gays se amem mais, se respeitem mais, se valorizem mais. Apesar dos pesares, obrigado por tudo, equipe da revista Dom. A revista fez a diferença no ano de 2008. Fico por aqui.

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